segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Itinerário dos símbolos da JMJ 2013


“Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção”.
Foi com essas palavras que o Beato João Paulo II entregou aos jovens em Roma, no dia 22 de abril de 1984, aquela que ficaria conhecida como Cruz da Jornada, ou Cruz dos Jovens. Desde então, ela começou a peregrinar mundo afora, sempre levada pela juventude. Em 2003 junto com ela passou a peregrinar também o Ícone de Nossa Senhora.
Pela primeira vez, os dois símbolos máximos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) vão peregrinar pelo Brasil. Serão meses num itinerário que percorrerá todo o país e também passará pelos vizinhos do Cone Sul. Ao longo desse trajeto, os jovens terão a oportunidade de reavivar a fé e de sentir o gostinho do que será a JMJ 2013, que acontecerá no Rio de Janeiro.
A Cruz da JMJ e o Ícone de Maria chegam ao Brasil no dia 18 de setembro e serão recebidos em São Paulo com uma grande festa, o Bote Fé. A partir daí iniciam a peregrinação, que será concluída no Rio de Janeiro. A ideia é que os dois símbolos passem por todos os 17 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Estão também previstas 19 grandes festas nas capitais brasileiras, todas com o nome "Bote Fé".
Depois do dia 18 de setembro, a Cruz e o Ícone vão peregrinar, até o dia 30 de outubro, pelas sete províncias eclesiásticas do Regional Sul 1 da CNBB, que corresponde ao estado de São Paulo – o mais populoso do país e o que tem o maior número de dioceses, 50. Daí os símbolos seguem para o Regional Leste 2, composto por Minas Gerais e Espírito Santo, onde ficarão ao longo de todo o mês de novembro. No mês seguinte, será a vez do Regional Nordeste 3, composto pelos estados da Bahia e de Sergipe.
A peregrinação seguirá ao longo de todo o ano de 2012. Em dezembro, a Cruz e o Ícone deixam o Brasil e visitam Paraguai, Uruguai, Chile e Argentina. Já em Janeiro de 2013 retornam para concluir o itinerário no Sul do Brasil. A etapa final acontecerá no Sul de Minas, no Vale do Paraíba (SP) e, finalmente, no estado do Rio de Janeiro, onde os símbolos chegam em abril de 2013.

Dom Franco Massertotti: Amigo dos pobres


    Dom Franco era um amigo dos pobres, um defensor dos índios, um bispo missionário que não temia enfrentar as autoridades ou ser preso. Em todos os que o conheceram deixa uma grande saudade. Mas a sua mensagem aí está, mais viva do que nunca: "A verdadeira morte acontece quando colocamos a nossa esperança e o sentido de nossa vida na posse, no poder, no prazer desregrado, quando fechamos o nosso coração ao próximo e nos deixamos levar pelo egoísmo".

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Quem foi Dom Franco Masserdotti?


DOM FRANCO: FÉ E AMOR AO PRÓXIMO
 A Igreja Católica do Brasil, os pobres e excluídos, os povos indígenas, os camponeses que lutam pela vida e pela preservação do meio ambiente, ainda estão com os corações sofridos. A partida de Dom Franco Masserdotti, causou um profundo pesar nos cristãos maranhenses, brasileiros e especialmente no Povo de Deus da Diocese de Balsas, onde ele era o bispo, o pastor, o irmão, o conselheiro, o mensageiro do amor, da paz e da justiça. Era um homem iluminado que dedicava a sua vida à luta em defesa dos direitos e da dignidade dos seus irmãos e bem presente com os povos indígenas. As suas celebrações tocavam as ilimitadas reservas do espírito do coração de todos os que o assistiam pela fé expressada a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo e à Mãe de Jesus Cristo, lembrando sempre que a vida é um Dom de Deus.


PRESIDIA O CONSELHO INDIGENISTA
 Dom Franco Masserdotti era italiano de nascimento, mas brasileiro, maranhense e balsense pelo amor que dedicava e recebia de todos. Como presidente do Conselho Indigenista Missionário – CIMI se constituía, com os padres combonianos, com quem teve a sua formação religiosa, em lutador determinado, e em muitas ocasiões até colocando a vida em risco para defender os povos indígenas sempre ameaçados por grileiros, latifundiários e por instituição dos Poderes Constituídos. No evento de comemoração dos 500 anos de descobrimento do Brasil, ele enfrentou policiais que agrediram índios covardemente na Bahia.


A LUTA PELA VIDA
Certa vez no boletim Nossa Pastoral da diocese de Balsas  Dom Franco Masserdotti escreveu: VOCAÇÃO, PAIXÃO PELA VIDA: “Não se pode falar em vocação sem falar da Vida. A vocação se expressa como Serviço Apaixonado pela Vida. O primeiro servidor apaixonado pela vida foi Jesus. Ele, ao longo de sua vida e de sua missão, buscou preparar para todos, sobretudo para os pobres, a Festa da Vida”.


GRITOS DOS POVOS DO CERRADO
Em julho de 2004, o Grito dos Povos Contra a Destruição do Cerrado, realizado no Seminário Internacional Bioma Cerrado, na cidade de Balsas, reuniu homens e mulheres sofridos, ambientalistas, dirigentes de entidades de diversos pontos do país, escritores brasileiros e estrangeiros para uma reflexão sobre a situação, o descaso e a destruição do cerrado nas regiões do Maranhão, Piauí, Tocantins e Ceará. Dom Franco Masserdotti, naquela ocasião disse: “É necessária uma conversão ecológica que leve a uma nova compreensão da vida e da natureza por parte das pessoas e uma transformação das estruturas sócio-econômicas que, além de destruir, manipular e saquear a natureza para aumentar o lucro, impõe terríveis condições de vida para a maioria da população mundial e enfraquece o planeta para as futuras gerações.”

OS ÍNDIOS E NATUREZA
No mesmo Seminário Dom Franco  registrou o trabalho que vem sendo realizado pelo Conselho Indigenista Missionário – CIMI no Maranhão e no Brasil e salientou: “Os Índios nos ensinam um relacionamento sereno com a natureza e o respeito pelo equilíbrio da criação. Eles se sentem parte da criação. Através de seus mitos, revelam a crença de que os seres humanos e os demais viventes formam uma única corrente sagrada de vida que exige solidariedade e gratidão para com todos os seres, e a valorização não violenta da natureza”.
Diocese de Balsas, eternamente grata a Dom Franco Masserdotti.




V Romaria da Pascoa de Dom Franco.


   Neste sábado dia 17 será a celebração do quinto ano da partida de Dom Franco Masserdotti. Os amigos, familiares e fiéis da diocese de Balsas estarão participando da V Romaria Da Pascoa de Dom Franco.

   A Romaria será um momento especial, a partir das 05 horas da manhã os romeiros se concentrarão na BR 230, ao lado do Rio Cachoeira e farão uma grande caminhada até o local do trágico acidente de Dom Franco.

   Durante todo o dia haverá exposição do Santíssimo Sacramento na Catedral do Sagrando Coração de Jesus e no final do dia a Celebração da Santa Missa.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Misterioso Incêndio no Santuário Diocesano do Coco de Aparecida


     O incêndio aconteceu na tarde de domingo 11 de setembro por volta das  13:00 horas. Misteriosamente o fogo começou exatamente nas proximidades da Casa Paroquial existente no Santuário, em seguida se espalhou causando destruição total às barracas de palhas e parte da casa Paroquial.
    “Cheguei por volta das 7:30 da manhã de segunda dia 12 para celebrar a Santa Missa de rotina.  Do lado da casa paroquial vi muita cinza, todas as casas foram queimadas, meu coração ficou triste, vontade de chorar, porque isto? A primeira coisa que veio em mente foi pensar que  seria um gesto proposital ou acidental?” Disse  Pe. Hugo em uma entrevista à Rádio e TV Boa Notícia.
     A diocese de Balsas fez uma série de reflexões a respeito de algumas mudanças para os próximos anos no Santuário, o tema causou revolta por parte de alguns barraqueiros que estão instalados no local.
Outra possibilidade foi acidente mesmo, tendo em vista que nessa época do ano a ventania é forte e a vegetação está sujeita às queimadas causadas por fogos de artifício que são estourados nas proximidades do  Santuário.
    Pe. Hugo disse que já registrou ocorrência na delegacia de Polícia de Loreto e espera que a polícia apure minuciosamente o acontecido.


Encontro com os Vocacionados da Diocese de Balsas

      Aconteceu sábado, dia 10 de setembro, um encontro com os vocacionados da Diocese de Balsas. Participaram desse encontro vocacionados das paróquias de Alto Parnaíba, São Raimundo das Mangabeiras, São Félix de Balsas, Paraibano e alguns jovens da Paróquia Santo Antonio da cidade de Balsas.
     Durante todo o dia com o auxílio do Pe. Jorge Miranda e Ir. Rosirene, foi trabalhado de forma dinâmica e participativa os tipos de vocação, a importância de ser batizado e o chamado. A partir daí foi proposto que se refletisse sobre o valor do chamado na vida de cada um, havendo depois uma partilha dos participantes.
    Foi um encontro muito participativo e saiu como realmente esperávamos. Esperamos que os vocacionados(as), a partir desse encontro tenham conseguido compreender e aprofundar um pouco mais seus conhecimentos em relação à vocação.

Seja você também um vocacionado e venha conhecer nosso seminário!


                                                                                                                                                                               Sem. Toninho Botelho

    

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Iniciação Cristã


Aproveito da Páscoa de Cristo, fundamento da nossa fé e dos sacramentos cristãos, sobretudo do batismo, para fazer algumas considerações sobre a iniciação cristã.
Entende-se por iniciação cristã a introdução de alguém no mistério de Cristo, mediante seu itinerário de fé. Ora, os sacramentos de iniciação cristã são: Batismo, Crisma e Eucaristia. Por estes, os iniciados experimentam o mistério Pascal de Jesus Cristo mediante as disposições batismais: conversão, educação à oração, ou seja, dirigir-se a Deus, mudança de mentalidade, caridade atuante, imbuir-se do amor de Deus, testemunho cristão e vigilância constante.
O catecumenato é, pois, o tempo do fascínio por Cristo, portador da mensagem salvífica. Período de evangelização em que se anuncia Deus e Jesus Cristo aos que desejam ser cristãos. Tempo de conhecimento do Espírito Santo e de adesão à Sagrada Escritura. Lembro-me aqui de uma expressão de Francisco Taborda, professor da FAJE: “Exercitando o agir cristão, o candidato experimenta que sua adesão à fé batismal inclui a vida segundo o Espírito Santo”.          
Nesse processo catecumenal, o Batismo revela-se o fundamento da vida cristã, o momento decisivo de adesão a um caminho de conversão e fé. Um caminho feito em comunidade e dessa forma, participa-se da comunidade de Cristo e se torna seus discípulos. Por meio do banho batismal, acontece o mergulho na morte com Cristo e o ressurgimento com Ele como nova criatura(cf. Gl 6,15). Oneófito, novo batizados, participa do Mistério Pascal de Cristo, da passagem da morte à vida.
Ao embasar este Sacramento no Mistério Pascal, pode-se situar o lugar teológico do batismo nas Palavras do Ressuscitado, precisamente na aparição de Jesus ressuscitado na Galileia (Mt 28,19), onde ordena aos apóstolos: “Ide, fazei todos os povos meus discípulos batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Assim como a ressurreição está fundada na fé, a ordem de batizar dada pelo Ressuscitado só pode ser objeto de fé. É a fé na ordem do Ressuscitado que fundamenta o batismo.
E a crisma? Esta confirma o dom do Espírito Santo, que consolida a graça batismal. Ela sela definitivamente a filiação divina, uma vez que confirma nos batizados a herança concedida pelo sacramento do Batismo. Reforça a fé cristã, a fim de que o confirmado sinta-se agente da fé cristã transmitida pela Tradição. A crisma celebra a entrada do cristão na maturidade da fé. Os iniciados na fé pelo dom do Espírito Santo confirmam-na, tornando-se testemunhas de Cristo, membros ativos da comunidade. Assim, visibiliza um segundo momento da participação do cristão no Mistério Pascal: o Pentecostes. Os cristãos são abençoados com a marca e a unção do Espírito para a missão. A teologia crismal garante firmeza na fé e preparação para a luta. Pela crisma os cristãos tornam-se soldados de Cristo, dotados dos dons do Espírito Santo.
Batismo, crisma e eucaristia são os sacramentos que nos inserem no mistério pascal de Cristo mediante a fé, conversão e a iniciação. A compreensão teológica dos sacramentos é fundamental, porque nos ajuda a corrigirmos uma visão dos sacramentos como algo ultrapassado e sem sentido. Ora, sacramentos não se tratam de um ritualismo vazio. Trata-se da graça de Deus que deve diariamente ser “revivescida”. Cabe a nós cristãos ressignificar e recuperar o sentido de ser iniciado, de pertencer à família de Deus, de viver a Páscoa de Cristo na vida diária. Seja, pois, esta a nossa meta.

Iran Gomes Brito
Seminarista da diocese de Balsas